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Bioasfalto: conheça o asfalto feito com óleo reciclado

Dentre as muitas razões que fazem com que o descarte correto do óleo de cozinha seja tão importante, uma delas é: quanto mais recorrente ele for, mais formas de reutilização da matéria vão aparecer.

Acredite ou não, seu óleo de cozinha usado também pode ser transformado em asfalto. Essas alternativas feitas com recursos naturais renováveis são chamadas de “bioasfalto” ou “asfalto verde”.

Na composição do asfalto tradicional, cerca de 5% é piche, uma substância grudenta obtida a partir da destilação do petróleo e usada como cola para unir a brita e a areia do pavimento. Estamos falando de um material de alto valor e que também é prejudicial ao meio ambiente, pois sua decomposição libera gás carbônico, que, por sua vez, contribui com o efeito estufa.

Em 2014, na Universidade do Estado de Washington, nos EUA, o pesquisador Haifang Wen trocou o petróleo presente no piche por óleo de cozinha usado. Depois de passar anos aperfeiçoando a receita, conseguiu produzir um asfalto sustentável tão bom quanto o feito com petróleo. Sua durabilidade e resistência são consideradas melhores até do que a versão tradicional. Com o bioasfalto, além de um novo destino para o óleo, também há uma redução no valor da pavimentação. E claro, é uma opção ecologicamente melhor.

E Wen não foi o único a desbravar novos caminhos. O professor de engenharia da Universidade do Estado de Iowa, Christopher Williams, também produziu um asfalto verde, menos poluente do que o feito à base de petróleo. Após fazer testes, ele percebeu que o óleo não só se assimila ao petróleo no que diz respeito às propriedades do asfalto convencional, mas também mostrou mais qualidade e robustez.

Felizmente, é cada vez mais comum vermos exemplos inspiradores como os de Haifang Wen e Christopher Williams, pesquisadores empenhados em achar soluções ambientais eficientes e imprescindíveis para o planeta. As novas gerações agradecem.